Subo por mim acima como uma escada de corda, e a minha ânsia é um trapézio escangalhado!

18 de Novembro de 2009


Já sofri de várias paixões... mas cada paixão é inconfundivel.




18 de Setembro de 2009

Apaixonei-me pelo teu olhar, pelo teu sorriso.. e agora só quero estar contigo...

I need a witness...can I get a witness...
You're always on my mind, but you never know witness are looking at me...
I want you to know that...
I love you endlessly... I will never leave you, not you...
I don't want to be alone tonight
Baby, if I call you will you turn up before midnight
I just want to hold you in my arms.. my arms ... and show you my love has no "but"to me... you'll never were a front... wanna spend a little time with you, it's been a little while since we shared a tender morning...
I just wanna stick on you like glue... at you...So tell me baby if you feel it too...
I know we can make it if we try.
I'm not get you tried otherwise... Baby I won't fake ït no, never, never...

14 de Setembro de 2009

Devaneios

Sabes o que é querer escrever e não ter uma caneta? Sabes o que é querer chorar e não ter uma folha de papel? Precisar de um abraço e não ter braços que afaguem a dor... precisar de gritar e não poder fazer barulho...e mesmo se gritar , saber que não esta la ninguem para ouvir...
Não sabes, nem nunca saberas... ou se por ventura souberes, nao iras entender. Se nesta vida quiseres entender tudo, arranjar explicaçoes cientificas, rotular, estereotipar, diagnosticar... sabes bem, ficarás no mesmo vazio. No vazio de nao compreender certas coisas que nao têm explicaçao, nem razao de ser. Se existe a liberdade, toda a liberdade é condicionada por alguem ou por alguma coisa. És livre para questionar, mas ficas presa à pergunta não à resposta. De que vale entao admirar a liberdade que te envolta, se nao a podes agarrar? Sabes disto tão bem quanto eu, ou como qualquer um de nós. Mas de formas diferentes.

Os pensamentos voam, as horas passam mas o tempo permanece igual. Um desejo de viver que te embala com uma fome de fugir que te esfaqueia.
Sabes? Sabes mas nao entendes, ou nao sabes e nem sequer queres entender. Admiro-te por assim o seres. Eu não o sou. Posso ser diferente. Posso ser o que tu quiseres. Mas eu sei o que é falar, gritar , vomitar verbos e adjectivos, e não conseguir soltar as palavras certas que vivem enclausuradas dentro de mim.

Mal Necessário





Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher
Sou a mesa e as cadeiras deste cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, nas camas, nos lares, na lama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na lama
Na lama, na cama, na cama...


Composição: Mauro Kwitko

31 de Maio de 2009

Soneto da separação - Vinicius de Moraes

"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."

15 de Maio de 2009

O amor (romântico?) dos tempos modernos

Já não se escrevem cartas de amor em papel A4 de linhas, rasgado de um caderno da escola. Agora escrevem-se e-mails, ou fazem-se forwards de anedotas que já estão mais que batidas.

Já não se sussuram frases românticas espontaneamente, vindas do coração.
Agora mandam-se sms's com frases copiadas de uma revista cor-de-rosa.

Já não se tem ciúmes do namorado com as outras raparigas.
Agora fazem-se trocas de casais.


Estas modernices de merda tornam as pessoas mais frias e mais distantes. Já não há imaginação, já não há paixões ardentes, paixões proibidas. As coisas tornaram-se de repente tão fáceis. As pessoas tornaram-se tão fáceis. Tão desprovidas de vida. As pessoas mataram a magia, já não se aventuram, têm cada vez mais medo de perder o controlo, de serem espontaneas e de se deixarem levar. Correr riscos... é arriscado, por isso mais vale jogar pelo seguro. Para quê viver amores assolapados se é bem mais fácil e bem mais cómodo sentir apenas uma química sexual? O amor transformou-se numa prostituta barata...

A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata.
Virginia Wolf

Nós


Facilmente perco-me no teu olhar... num gesto teu.
Como se o mundo parasse por uns instantes, a terra parasse de girar, como se o barulho da rua deixasse de gritar.

Perco-me na imensidão do teu olhar, assim tão facilmente, e sinto como se ambos estivessemos envolvidos numa cápsula onde nada nem ninguém pudesse penetrar, nem o ar, nem a chuva, nem o vento.

Na minha perdição eu me encontro. Envolta em teus braços, presa no teu sorriso. Perdida na tua carne que me envolve, que me protege, que me escraviza.
Perco-me de toda a realidade, perco-me de todos os sinais que o mundo me envia... e só em ti me encontro.

No meu corpo desnudo desenhas os teus sonhos, e num sopro escondido revelas-me os teus segredos. E assim te vais despindo, na ânsia de te encontrares, quando um dia te perdeste a olhar para mim.

29 de Abril de 2009

Procura-se alguém


Procuro por alguém que existe apenas na minha realidade. Na realidade dos meus sonhos. Talvez esse alguém exista... e esteja perdido por aí. Ainda não o encontrei... também, ainda não procurei por ele. Talvez tenha procurado nos lugares errados. Talvez já o tenha encontrado... mas não o reconheci. Ou então, não o quis reconhecer. Talvez por medo de quebrar com as minhas expectativas, de romper com as minhas fantasias. Por medo que não me complete da forma que eu desejo, que eu imagino. E pergunto... esse alguém existirá? Talvez as minhas exigências tornem esse alguém, num alguém que nunca existirá.


17 de Fevereiro de 2009

Medo de Amar




Eu quero ser possuída por você, pelo seu corpo, pela sua protecção, pelo seu sangue.

Me ama! Eu quero que você me ame e fique eternamente me amando dentro de mim. Com sua carne e o seu amor. Eternamente, infinitamente dentro de mim, me envolvendo, me decifrando, me consumindo, me revelando...Como uma tarde dentro do elevador, no verão, voltando da praia, e você me abraçou e eu te abracei...E quanto mais eu me entregava, mais nascia o meu desejo. Mais sobrava só o desejo, e mais eu te queria sem palavras, sem pensamentos... A vida inteira resumida só no desejo da tua boca dizendo o meu nome. Da tua mão conduzindo a minha mão. Do teu corpo revelando o meu corpo. Como se o mundo fosse pela primeira vez...você o meu ponto de referência nessa cidade...



José Vicente


E se pudesses resumir toda a tua vida numa só palavra?






Vende-se Felicidade!

A realidade assusta cada vez mais. Cada vez mais, procuram-se diversas formas de escape, de fuga ao stress da rotina, aos problemas diários que, inevitavelmente, nos perseguem. Estar acordado, consciente e mentalmente são é quase impossível. Tantas vezes em que acordei de manhã e pensei: "Mais um dia... apetece-me ficar na cama a sonhar... Não me apetece falar, enfrentar os problemas e os filmes de todos os dias... ver gente!". Há dias em que me parece que o tempo corre tão devagar e as horas custam a passar. Há dias em que não me apetece largar a minha almofada e ir para a selva da cidade. Ter de deparar-me com a miséria, com a decadência, com as conversas estúpidas de gentinha ridicula. Há dias que não há mesmo paciência. O stress do trabalho, do trânsito, dos ruídos!! E se o mundo parasse durante umas horas? E se a realidade fosse um pouco mais fácil, mais alegre? E se fossemos mais felizes? De vez em quando sabe bem fugir um pouco da realidade, e partir para o mundo do sonho, da fantasia e esquecer aquelas coisas más que nos afligem dia após dia. De vez em quando sabe bem sentir a felicidade a correr pelas veias e a encher o coração. O que acontece é que distraimo-nos tanto com o tempo, que esquecemo-nos do que é ser feliz. Ocupamo-nos em atingir os objectivos e a ultrapassar os obstáculos. Supostamente o objectivo primordial do ser humano é ser feliz. Mas, pergunto: quantos de nós procuramos a felicidade? Procuramos a felicidade ou simplesmente contentamo-nos com meros momentos de prazer? Questionamo-nos acerca do que nos confere o prazer, mas nem fazemos ideia do que nos poderá fazer felizes. Será que fazemos alguma ideia do que é a felicidade? E não é com uns copos de whiskey ou com umas pastilhas que experimentamos essa sensação. O prazer pode ser comprado por uns momentos, mas não passa de prazer imediato. O que vem a seguir a isso? Há umas noites dei comigo a pensar: "Sou tão feliz!"... mas depois apercebi-me que era um erro de percepção. Era prazer. Só. Mas com o evoluir dos tempos, com toda esta crise e miséria que se instala na sociedade, são cada vez mais as pessoas que "compram" a felicidade. Uma felicidade mascarada, temporária, porque ausente. Porque o tempo às vezes passa devagar e os dias maus custam a passar. E compra-se um pouco de prazer para escapar ao sofrimento.

14 de Janeiro de 2009


Tenho saudades do teu olhar.

Da tua pele, das tuas mãos que me envolviam e que davam-me segurança.

Aquele tempo da minha vida que passei junto de ti, foi tão curto... mas tão intenso.

Tão cheio de magia. Tão cheio de sensações.

E são tantas as vezes que evoco à minha memória esses tempos. Esses nossos tempos.

De que me vale agora viver de recordações, de fantasiar um passado, que já lá vai?

De que me vale agora persistir na nostalgia, de um tempo que não se voltará a repetir?

Às vezes esqueço-me que vivo no presente. Às vezes esqueço-me que já não te tenho.

Vivo no perigo de cair na loucura de não saber distinguir a realidade da fantasia.

Vivo a questionar-me se ainda te amo, ou se não consigo viver sem te amar.

Tudo isto me aflige. Perturba-me. Não saber porque ainda penso em ti.

Às vezes estou sozinha e consigo ouvir a tua voz... a tua respiração. Sinto até o cheiro da tua pele.

E naquele momento chego a acreditar que realmente estás ali... comigo.



Mas não estás. E eu tenho saudades dos momentos em que estavas. E que não precisava de recorrer à imaginação. Porque tu... eras real.

Uma alma vazia... que desistiu de sonhar...


Vivia o presente como mais niguém vivia. Virou as costas para o passado como se nunca tivesse existido, e o futuro longíquo permanecia num mistério impossivel de desvendar. Desprovida de sonhos e fantasias, o terreno e o palpável parecia-lhe o mais cómodo, o mais sensato. Ao contrário de todos os outros, não era a felicidade que procurava, mas apenas o prazer...ou momentos de prazer.
Nunca conheci ninguém como ela. Ninguém que ficasse horas à espera de ver o sol nascer e o horizonte a ganhar cor. Que saísse sempre de casa depois da chuva, apenas para sentir o cheiro da terra molhada. Todos os obstáculos que surgiam no seu caminho transformavam-se em simples desafios que contornava com destreza e naturalidade. Dizia que todos esses obstáculos eram resultado do que nós mesmos haviamos criado no percurso da vida e que por isso deveríamos enfrentá-los.
Despiu-se de culpas, de medos, de rancores, desfrutava de cada dia como único na sua vida. Se o ontem não importou, o amanhã menos importará. “É hoje que estou viva!”, dizia ela.
Não pensava no porquê, nem no como das coisas. Elas simplesmente existiam. Não questionava as emoções, nem os sentimentos. Ao questioná-los, fugiria da sua intensidade.
Dizia que a sua alma era reciclada todos os dias. Que cada dia a sua mente fechava uma porta a sete chaves. E o seu corpo gasto, a sua pele suja permitiam-na sentir, tocar, acariciar a realidade externa. Era apenas na realidade externa que ela acreditava. Naquilo que os seus olhos viam e no que o seu corpo experienciava.
Não sonhava. Não imaginava como poderia ser o amanhã. Tudo o que era misterioso perturbava-a... e fugia. Desprezava o inexplicável.
No dia em que o seu corpo foi enterrado, foi um alívio. Ninguém até hoje soube explicar a sua morte. Parece que um vírus estranho apoderou-se do seu corpo, que o deixou doente. Efémera, o seu corpo deteriorava-se cada vez mais, dia após dia. Nunca lhe souberam explicaram o porquê, o como. Desistiu de questionar. Desistiu de sonhar. Desistiu de viver. O amanhã não importava, porque não sabia se havia o amanhã. Apenas queria fotografar com o olhar as imagens daquele mundo, que para ela deixaria de existir.
Quero apaixonar-me pela vida, e sentir o cheiro das horas.
Abraçar cada momento, como se o momento fosse único, e no instante seguinte pudesse perdê-lo. Afogar-me nas àguas tempestuosas do desejo e acordar no colo da tentação.
Quero ouvir as vozes do vento e seguir os seus conselhos.
Numa viagem infinita, agarrar as imagens que passam e que ficam, e colocá-las num livro de recordações.
Quero apaixonar-me estupidamente pela vida, pelos homens, pelas mulheres, pelas árvores, pelo mar, pelo sol, pela lua. Por tudo o que é fruto da vida.
E cantar aquelas palavras que há tanto, se encontram aprisionadas dentro de mim.

13 de Janeiro de 2009

WHAT IS "REAL" ?